Na corrida rumo à condução autónoma, o radar consolidou-se como um dos sensores mais decisivos. A sua capacidade de medir velocidade e distância, detetar peões, ciclistas e outros veículos, e fazê-lo de forma fiável mesmo sob chuva, neve ou nevoeiro, torna-o uma peça-chave da segurança rodoviária. No entanto, integrar este tipo de sensores nos automóveis não é um processo simples. A localização exata do radar, a espessura do para-choques ou a interação com componentes metálicos podem provocar atenuações do sinal, gerar falsos alvos ou induzir erros de deteção.

Perante estes desafios, a Continental apostou na simulação eletromagnética com o SIMULIA CST Studio Suite. A empresa criou um quadro de validação que combina precisão, rapidez e uma redução significativa de custos, marcando um antes e um depois no desenvolvimento dos seus radares.

O tempo é um fator determinante. Enquanto refazer protótipos físicos pode demorar semanas, a simulação leva apenas um dia”, explica Mahima P., engenheira de simulação de integração de radar na Continental. Essa rapidez soma-se a uma poupança económica significativa: “As simulações reduziram os custos em aproximadamente 30–40%”, refere Guntaas K., engenheiro de simulação de radar.

Além disso, a possibilidade de avaliar múltiplas configurações de sensores, materiais e geometrias antes de avançar para a fabricação física permite otimizar os designs com uma fiabilidade comprovada, graças a resultados alinhados com medições em câmaras anecoicas.

Esta abordagem, apoiada pela flexibilidade dos solvers e pelo suporte especializado da SIMULIA, oferece à Continental a segurança necessária para tomar decisões críticas de design. Com isso, garante que os seus radares atinjam um desempenho ótimo em cenários reais, reforçando funções essenciais como a travagem de emergência, o controlo de cruzeiro adaptativo ou a assistência à manutenção de faixa.

A simulação eletromagnética torna-se assim um pilar estratégico para a Continental, que não só acelera a inovação, como também reduz riscos e consolida a sua posição na vanguarda da mobilidade autónoma.

E não se trata de um caso isolado. Em Espanha, estas tecnologias e metodologias de simulação já estão a ser aplicadas em projetos inovadores de automação, especialmente no desenvolvimento e integração de radares em veículos. Um avanço que confirma que a simulação não é apenas uma ferramenta de validação, mas um verdadeiro acelerador da inovação no setor.

Conclusão

A experiência da Continental demonstra como a simulação com o CST Studio Suite impulsiona a segurança e a eficiência no caminho para o veículo autónomo.
Ao reproduzir virtualmente as condições de condução e otimizar o comportamento eletromagnético de cada componente, a Continental conseguiu acelerar o desenvolvimento dos seus radares, reduzir custos e melhorar a fiabilidade do design. Um exemplo claro de como a simulação se consolida como um aliado essencial da inovação e da segurança da mobilidade do futuro.

Artigo baseado num caso publicado pela Dassault Systèmes em www.3ds.com

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